segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Entrelinhas

Às vezes pergunto-me o que me passa pela cabeça para me expor assim...
Âs vezes acho que me esponho demasiado e paro.
Às vezes acho que não me esponho o suficiente e paro também.

Adoro o potencial que se aguarda entre linhas,
A ligação que se cria, os pensamentos que se transmitem.
Se bem executadas até mesmo sensações.

Mas há tão mais que as entrelinhas,
Há o vazio que fica por escrever e por interpretar.

Há a aceitação do todo que não chega só pela parte.

Lamento as pausas, mais ou menos prolongadas.
Ultimamente não tenho tido inspiração para a escrita ;)

sexta-feira, 17 de março de 2017

E se ...?



E se tudo fosse simples?
E se não existisse mais nada se não o momento.
Nem ontem nem amanhã: só agora.

Não importaria quem és ou quem sou.
Em que pensas, o que sonhas, o que te faz estar aqui.
Apenas estávamos ali e era o suficiente.

Uma troca de olhares comunicava o desejo.
Não, não nos limitemos a olhares, façam-se fazer ouvir as vontades.
Porque se há de silenciar o desejo?
Porque não hei-de eu dizer o que quero?
Porque não hás-de tu dizer o queres?
Porque não haveremos nós de excitar o outro com palavras?
Ainda que segredadas, sussurradas, gemidas.
Ou simplesmente ditas como se diz outra coisa qualquer.

E se não houvessem receios?
E se não tivéssemos medo de testar limites?
E se o maior limite não fossemos nós próprios?

E se pudéssemos ficar ali, frente a frente,
a desenharmo-nos com os olhos, a trocar intenções futuras,
a criar expectativa, mas sem expectativas ou pressões..

E se tudo fosse simples?

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Jogo de sombras



Tudo começa com um vulto de mão na parede.
A tua mão na parede do meu chuveiro.
A parede que não é mais que vidro fosco.
O vidro que não deixa ver o vizinho do lado, a não ser que te encostes a ele.

E tu encostaste a mão.
Ponho a minha sobre a tua.
Será que viste?

Imagino a água a correr-te pelo corpo.
Vês a minha mão?
Imaginas o que estou a fazer com a outra?
Eu imagino o que estás a fazer com a tua.

Aproximo-me do vidro.
Será que tenho coragem?
Será que vais ver? Será que queres ver?
Eu quero que vejas.
Quero que vejas e invejes a água que me corre pelas costas enquanto pressiono a minha frente contra o vidro.
Será que viste?

Mudas a mão de posição, como se quisesses tocar o que o vidro te impede.
O vidro é frio, mas a minha mão que vai descendo é quente, e mais quente vai ficar.

Viro-me de costas para o vidro, encosto-me e dobro-me pela cintura.


É o jogo de sombras, queres jogar?

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Descontrola-me



Quero a utopia.
Quero deixar-me cair sem rede.
Minto. Quero que sejas a minha rede.

Quero o utópico.
Quero que me uses.
Não que abuses. Percebes a diferença?
Sabes os meus limites, testa-os.
Ah, a liberdade de não ser livre.

Ata-me. Prende-me. Não me deixes fuga.
E desfruta. Mata a tua fome. E a minha.
Excita-me até ficar desesperada
Faz-me vir uma e outra vez. Não me deixes escolha.
Não me deixes pensar.

Tira-me o controlo.
Controla-me

sábado, 10 de dezembro de 2016

Sabes que podes..


Sabes que podes dizer-me.
Sabes que podes mostrar-me.
Sabes que podes sugerir.
Sabes que podes partilhar as tuas fantasias comigo.

Sabes que não te vou julgar.
Vou até fazer as minhas sugestões.

Sabes que podes partilhar o teu lado mais perverso.
Sabes que quero explorá-lo contigo

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Aqui e já...




Chego-me a ti e a tua mão desperta a camisa.
Puxas-em a gravata e beijas-me, os teus lábios nos meus.
A tua mão agarra o meu pau já duro dentro das calças e a minha mão sobe o teu vestido.
Sinto as tuas cuecas e com o dedos desenho os teus lábios, sinto o calor por baixo desse pedaço de tecido.
Seguro-te o cabelo e puxo-te para trás quero ver esses olhos, agora desces comigo a segurar o cabelo.
Desapertas as calças, tiras para fora um pau duro teso de desejo por ti, abocanhas e apertas-me as bolas, sinto um misto de dor e prazer delicioso.
Levanto-te, beijo-te e viro-te de costas, debruço-te sobre a mesa de vidro, subo o teus vestido afasto as tuas cuecas e sentes a cabeça abrir os teus lábios de uma cona quente desejosa de ser fodida.
Entro em ti seguro o teu cabelo a mão nas tuas nádegas e estoco-te até explodir dentro de ti entre gemidos e gritos de prazer.

Vou...

Vou fechar os olhos e lembrar-me.
Vou lembrar a tua voz ao meu ouvido.
Usar os dedos como se fossem os teus.
Imaginar a tua língua por onde os meus dedos tocam.

Vou brincar por de baixo dos lençóis...
e destapar-me quando não aguentar mais.

Vou afastar as pernas como que se entre elas estivessem
os teus ombros.
Passar os dedos sobre o tecido da ultima barreira
E imaginar a tua respiração sobre ela.

Vou por-me de gatas e deixar as cuecas pelos joelhos.
Afasta-los até onde elas permitirem.

Vou descer a mão pela barriga, molhar os dedos e espalhar o mel.

Vou preparar-me para ti. 
Demoras?